Chorei, não vou negar... Ali onde eu chorei qualquer um chorava...
Em todos os meus anos de vida, sempre
fui muito chorona. E essa minha mania de não conseguir segurar o choro me
incomodava muito - para mim soava como fraqueza. Já chorei pelos motivos mais
banais: porque a corrente da bicicleta soltou justamente no horário do almoço,
debaixo de um sol escaldante; porque a luz do óleo do carro acendeu em plena
estrada Rio-Petrópolis; chorei até porque estava doente ou porque perdi a hora.
Sempre chorei. E sonhava em conseguir segurar o choro. Pensava: não vou chorar,
não vou chorar... E chorava...
E hoje eu chorei de novo. Mas foi
pelo Galo. E pela primeira vez não me envergonhei de chorar.
Chorei por aquele fatídico dia 5 de março de 1978 quando, com o ouvido colado em um rádio, sofri durante a disputa de pênaltis em que o Galo perdeu o campeonato Brasileiro de 1977 dentro do Mineirão. Foi Vice-Campeão invicto.
Chorei pela final do Campeonato
Brasileiro de 1980, em que o Galo perdeu para o Flamengo em um jogo cheio injustiças.
Chorei muito de tristeza pelo
rebaixamento no dia 27/11/2005, e de alegria pela volta gloriosa no dia
25/11/2006, em pleno Mineirão lotado.
E choro agora, ainda, enquanto
escrevo.
Mas hoje eu não fiz nenhum
esforço para segurar as lágrimas – deixei que caíssem normalmente, pois foi o
dia de lavar a alma, de aliviar as tristezas do passado. Hoje foi o dia de
comemorar este título tão almejado, esta vitória tão sofrida, esta taça tão
esperada.
Afinal, de felicidade também se
chora.
E, enfim, o Galo está onde sempre
mereceu estar: No alto.
Sendo elogiado pelos
comentaristas, respeitado pelos outros times, temido pelos adversários e sempre,
sempre muito amado pela sua torcida fiel. Fazendo jus ao seu hino: “Honramos o
nome de Minas no cenário esportivo mundial.”
Valeu, Galo! Valeu muito, Galo!
Valeu demais, Galo!!!
É doido, doido, doido, doido,
doido Galoooooo!
E que venha Marrocos, que venha o
Bayern
de Munique. Que venha o Mundial! E que venham mais choros como o
de hoje – eles serão muito bem vindos.
Porque, assim como toda a Massa
Atleticana: Eu Acreditei e Acredito!!!
YES, WE
C.A.M.
Hegda
Lillian Costa - 25/07/2013


16 comentários:
Não se esqueça de sua promessa... olhar o Chris uma noite quando eu estiver em Cancún... eu ontem torci pelo Galo... interesseira...
Promessa feita promessa será cumprida... Mas eu alterei a promessa: serão duas noites.
E eu também chorei agora, lendo sua belíssima crônica esportiva. Devia ir para o site oficial do GAAAAAALLLLOOOOOOOOO! (o grito é só escrevendo, porque pra falar não tenho voz nenhuma). Leninha
E eu também chorei agora, lendo sua belíssima crônica esportiva. Devia ir para o site oficial do GAAAAAALLLLOOOOOOOOO! (o grito é só escrevendo, porque pra falar não tenho voz nenhuma). Leninha
Gaaaloooooooooo!
É de chorar mesmo. E de comemorar muito. Galo doidoooooo!
Eu e o Joe nem dormimos direito pensando no Galo. A primeira coisa que fizemos ao acordar foi ver o resultado.
Parabens, Galo!
E aos 3 atleticanos mais fanaticos do mundo: Hegel, Gada e Douglas.
ja incomodei muito c/ meus e.mails sobre o galo, só tenho a dizer:
GALO CAMPEÃO LIBERTADORES/2013!!!!
e duas frases ficarão gravadas prá sempre na nossa história:
YES, WE C.A.M - sim, nós podemos!
EU ACREDITO!!!!!!!!!!!!!!!!!1
e mais uma:
CHORA BICHARADA! (secaram a gente o tempo todo!
Sds. HEGEL
GALO CAMPEÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!1
YES, WE C.A.M
SIM, EU ACREDITO
Sds.alvi-negras!
na verdade são 4 Lady Henara, esqueceu do Carlinhos.
Mesmo assim obrigado pela referência.
sds. alvi-negras!
Hegel.
Que jogo de matar qualquer um! Não tenho coronárias para isso, não! Valeu, Galo doido!
Quando o jogador paraguaio, após driblar o goleiro Vitor, escorregou (não tinha ninguém perto dele, foi a torcida que o empurrou com sua energia), eu comentei com um atleticano que assitia o jogo comigo a bordo:o título é do Galo!
Parabéns para minha querida Helena, nossos filhos e toda a família! Chorem, gritem, curtam a emoção indescritível...
Vidal
Parabéns para minha querida Helena, nossos filhos e toda a família!
Hegda, linda crônica! As palavras escritas no auge da emoção soam como música aos ouvidos. Acho que está na hora de escrever um livro de crônicas da família. O primeiro capítulo já está escrito: é o seu. Parabéns!
Ontem o Galo jogou com 13 em campo: o 12º foi a torcida e o 13º a grama do Mineirão. Vai ver que ela ficou chateada pelo Galo preferir tanto o Independência que resolveu mostrar o seu valor. Leninha.
Valeus Galo....
Mostramos a todos a força de nossa torcida!!!!
Gada, eu também chorei...e me emociono com sua crônica...torcemos,gritamos, xingamos e vibramos....Viva Galo....
Há, me emociona também essa turminha nova, Joana, Artur, Ben e Bebel...e daqui uns dias, o Rafael... fazendo parte da torcida apaixonada...
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